Imagens de um quotidiano de vida...
No Castelo ponho um cotoveloEm Alfama descanso o olharE assim desfaço o noveloDe azul e marÀ Ribeira encosto a cabeçaAlmofada da cama do TejoCom lençóis bordados à pressaNa cambraia de um beijoLisboa menina e moça, meninaDa luz que os meus olhos vêem, tão puraTeus seios são as colinas, varinaPregão que me traz à porta, ternuraCidade a ponto luz bordadaToalha à beira mar estendidaLisboa menina e moça, amadaCidade mulher da minha vidaNo Terreiro eu passo por tiMas na Graça, eu vejo-te nuaQuando um pombo te olha sorriÉs mulher da ruaE no bairro mais alto do sonhoPonho o fado que soube inventar Aguardente de vida e medronhoQue me faz cantarLisboa menina e moça, meninaDa luz que os meus olhos vêem, tão puraTeus seios são as colinas, varinaPregão que me traz à porta, ternuraCidade a ponto luz bordadaToalha à beira mar estendidaLisboa menina e moça, amadaCidade mulher da minha vidaLisboa do meu amor, deitadaCidade por minhas mãos despidaLisboa menina e moça, amada
No Castelo ponho um cotovelo
ResponderEliminarEm Alfama descanso o olhar
E assim desfaço o novelo
De azul e mar
À Ribeira encosto a cabeça
Almofada da cama do Tejo
Com lençóis bordados à pressa
Na cambraia de um beijo
Lisboa menina e moça, menina
Da luz que os meus olhos vêem, tão pura
Teus seios são as colinas, varina
Pregão que me traz à porta, ternura
Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida
No Terreiro eu passo por ti
Mas na Graça, eu vejo-te nua
Quando um pombo te olha sorri
És mulher da rua
E no bairro mais alto do sonho
Ponho o fado que soube inventar
Aguardente de vida e medronho
Que me faz cantar
Lisboa menina e moça, menina
Da luz que os meus olhos vêem, tão pura
Teus seios são as colinas, varina
Pregão que me traz à porta, ternura
Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida
Lisboa do meu amor, deitada
Cidade por minhas mãos despida
Lisboa menina e moça, amada